terça-feira, 2 de julho de 2013

Deusa da pobreza

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Em uma das saídas fotográficas encontrei um livro que parecia ter sido deixado propositalmente para que alguém o lesse.  Ao folheá-lo fui surpreendido, pois o livro se tratava de um manuscrito sobre a deusa da pobreza e suas artimanhas para diminuir à espécie humana. Evidentemente, que a criação de maior êxito e que glorifica a pobreza esta manifestada intrinsecamente nos indivíduos, denominados ‘pobres’, eles exaltam a criação e perpetuam a divindade, à deusa da pobreza.

Os pobres sob a ótica de uma perfeição da criação, representam em seus mundos paralelamente constituídos, às margens das classes sociais.
A pobreza diminui possibilidades culturais, apagam-se talentos. Este estado social  represa a bestialidade e rebaixa à mais obscura ordem, criaturas pré-concebidas ao fracasso. A pobreza através de sua subjetividade cria estereótipos, tendências e dialetos.
Petrifica-se à ganância e maximiza a subsistência, organizando hábitos e padrões.
A pobreza apresenta-se sobre uma gama de formas e expressões, suas obras facilmente reconhecidas camuflam-se na multiplicidade, na arquitetura, e inserem-se no cotidiano.

Rio de Janeiro, Brasil.
Valparaíso, Chile.

Porto de Galinhas, Brasil.


A mensagem do livro me fez criar uma esperança, igual à que um vendedor de sorvete possui ao comercializar seus produtos no inverno.
Que não só dor atrela-se a qualquer coisa, mas qualquer coisa atrela-se a dor.

Santiago, Chile.
Indiferente de onde andas, onde nasces... 

São Paulo, Brasil.
É ela que alimenta os famintos...

São Paulo, Brasil

Ipatinga, Brasil.

Rio de Janeiro, Brasil.
Nos últimos capítulos existe uma afirmativa que diz: "...não adianta se esforçar jamais conseguirá escapar do encalço da deusa, se ela o escolher, nada que fizer irá te livrar..."


Contato
fotografiaderuabrasil@gmail.com

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tristeza



 Inicio este texto com a tradução da letra 'Pigs on the wing' do Pink Floyd: 
"Se você não se importasse com o que acontece comigo, e eu não me importasse com você,

nós andaríamos por aí, no nosso caminho, através do desgosto e da dor, ocasionalmente dando uma olhada através da chuva.
Nos perguntando qual calhorda culparíamos
E tomando cuidado com os porcos voando..."

As marcas, as linhas, a sabedoria, a dor...

Dor sempre silenciosa e matreira... perpetua à vida inteira!


Ao ser questionado sobre a mensagem que desejo passar, disse: "Quero mostrar a tristeza, retratá-la em sua forma mais pura, sem pudor! Eternizá-la em imagens..."


Esperar se faz necessário, pois o tempo e as pessoas à exteriorizam mesmo sem perceber...


E se você não a perceber, lá estarei pronto à registrar...
Eternizando e fazendo com que essa tal de tristeza,
 Nunca, mas nunca irá se acabar!



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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Um lugar que...

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Adormeci e sonhei que estava em um lugar lindo, onde as paisagens eram exuberantes, cheio de paz e harmonia. Um lugar vivo, cheio de cores, onde o encanto natural misturava-se com a alegria das pessoas. Um lugar onde o colorido convivia harmonicamente com o preto e branco e ambos eram felizes, cada qual à sua maneira. 



Esse lugar reunia pessoas de todas as idades, eles se confraternizavam e ritualizavam à vida.


           



De certo que, fossem crianças, fossem velhos, ambos conservavam hábitos simples.

Um lugar onde orientais dançavam vestidos de escoceses.

Um lugar dos sonhos...


E que se foi ao acordar!
Porém eu sei que perto dele estou e novamente estarei quando os olhos fechar.